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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Vergonha


HOJE EU PRECISEI ENCARAR O QUE EU ESTAVA ESCONDENDO

Hoje eu precisei admitir algo que eu vinha tentando não ver.

Usei Ritalina de forma desregulada.
Bebi por ansiedade.
E senti uma vergonha profunda.

Vergonha de ser julgada.
Vergonha da minha psicóloga e da minha psiquiatra.
Vergonha do meu pai.
Mas, principalmente, vergonha de mim.

Eu sempre imaginei que, quando fosse mãe, seria forte o tempo todo. Que faria tudo certo. Que nada me abalaria. E hoje eu percebi que ainda sou uma mulher tentando regular um cérebro que vive em alerta desde a infância.

Eu me senti fraca.
Pensei que talvez quem já duvidou de mim pudesse estar certo.
Tive medo de ter prejudicado minha filha.
Tive medo de não ser suficiente.

Mas, no meio desse turbilhão, algo foi diferente desta vez: eu não fugi.

Eu não escondi de mim mesma.
Eu não neguei.
Eu decidi pedir ajuda.

Talvez ser forte não seja nunca cair.
Talvez seja admitir que caiu antes que a queda se torne maior.

Eu tenho medo de errar com a minha filha. Tenho medo de repetir padrões. Tenho medo de falhar comigo mesma. Mas também tenho consciência — e consciência é o começo da mudança.

Hoje eu escolhi não aumentar a dose.
Escolhi não fingir que nada estava acontecendo.
Escolhi escrever.
Escolhi pedir ajuda.

Ainda sinto vergonha.
Ainda sinto medo do julgamento.
Mas, apesar disso, eu quero mudar.

E querer mudar já é diferente de desistir.


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Obs.: este texto foi escrito por mim e revisado com apoio de uma IA para correções de português, coerência e harmonia textual.

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