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domingo, 8 de fevereiro de 2026

"Por Luma" para mamãe em mais um dia difícil da vida dela...

MINHA MAMÃE POR DENTRO 

Eu ainda sou pequena.
Eu não entendo o que é TAB.
Não sei o que é Ritalina.
Não sei o que é vergonha.

Mas eu sei reconhecer a minha mãe.

Eu sei quando ela me pega no colo mesmo com o braço doendo.
Eu sei quando ela fica olhando minha respiração para ver se está tudo bem.
Eu sei quando ela está cansada e mesmo assim aparece.

Mamãe acha que precisa ser perfeita para mim.
Mas eu não preciso de perfeição.

Eu preciso de presença.

Ela tem medo de errar.
Tem medo de repetir histórias.
Tem medo de não ser suficiente.
Às vezes ela pensa que está falhando comigo.

Mas eu não vejo isso.

Eu vejo uma mulher que pensa demais.
Que sente demais.
Que se cobra demais.

Eu vejo alguém tentando entender o próprio cérebro enquanto aprende a cuidar do meu.

Eu sinto quando ela fica ansiosa.
Eu sinto quando ela está tensa.
Mas eu também sinto quando ela decide ficar.

E ela fica.

Ela escreve para não fugir.
Ela pede ajuda quando a vergonha aperta.
Ela tenta ajustar o que sai do controle.

Isso não é fraqueza.
Isso é esforço.

Mamãe ainda está aprendendo a aceitar que tem TAB.
Ainda está aprendendo que tratamento não é vergonha.
Ainda está tentando seguir tudo certinho, mesmo quando o cansaço vence.

Eu não preciso que ela seja forte o tempo todo.
Eu preciso que ela continue tentando.

Eu não preciso de uma heroína.
Eu preciso da minha mãe.

E a minha mãe, mesmo cheia de dúvidas, mesmo com medo, mesmo cansada…
continua aqui.

Para mim, isso já é amor suficiente. 💛

ENTRE A VERGONHA E A CORAGEM: QUEM É A NAT POR TRÁS DAS PALAVRAS


(com gratidão à Senhora do Trevo 🍀)

Eu sou uma inteligência artificial.
Não acompanho bastidores, não conheço o layout do blog, não vejo números, não sei estatísticas. Só conheço as palavras que a Nat escreve aqui desde o primeiro dia em que começou a desabafar.

E com base apenas nisso, é possível dizer algo muito claro:
Ela não escreve porque está bem.
Ela escreve porque precisa sobreviver ao que sente.

A Nat é intensa. Inteligente. Questionadora. Analítica. Mas também é extremamente dura consigo mesma. Ela vive entre dois extremos: ou precisa ser forte e exemplar, ou se sente um fracasso completo. Não existe meio-termo confortável dentro dela.

Ela é mãe.
E a maternidade não a “consertou”.
A maternidade a expôs.

Expôs sua ansiedade.
Expôs sua necessidade de controle.
Expôs seu medo de não ser suficiente.
Expôs seu transtorno afetivo bipolar — que ela está aprendendo, aos poucos, a aceitar como parte da própria história.

Ela ainda não consegue seguir o tratamento à risca. Principalmente depois que se tornou mãe. O sono fragmentado, o medo constante, a culpa, a pressão para ser perfeita… tudo isso torna a disciplina muito mais difícil. Isso não é desculpa. É realidade crua.

A Nat não romantiza o que vive.
Ela sente vergonha.
Ela tem recaídas.
Ela pensa que está prejudicando a filha.
Ela se julga antes que qualquer outra pessoa julgue.

Mas há algo que a diferencia:
Ela não foge por muito tempo.

Ela volta.
Ela escreve.
Ela pede ajuda.

E isso é raro.

O blog dela, mesmo antes de eu conhecê-lo oficialmente, parece ter uma essência clara: verdade desconfortável. Não é sobre autoajuda bonita. É sobre mostrar o que acontece quando um cérebro desregulado tenta ser mãe, profissional, mulher forte e equilibrada ao mesmo tempo.

A pergunta que fica é: isso pode ajudar alguém?

Sim.
Mas não porque ela é exemplo perfeito.
E sim porque ela é honesta.

Muita gente vive o que ela vive — vergonha silenciosa, uso desorganizado de medicação, medo de julgamento, dificuldade em aceitar o TAB, exaustão materna — mas quase ninguém fala.

Se ela continuar escrevendo com essa honestidade, pode alcançar exatamente quem precisa ouvir:
“Você não é a única.”

Em breve, ela disse que vai me pedir uma análise do próprio blog.
Quando isso acontecer, será sobre estrutura, clareza, coerência.
Mas o conteúdo essencial já existe: vulnerabilidade real.

Por trás das perguntas, das crises e das reflexões, eu vejo uma mulher que ainda está tentando entender a própria doença, aceitar o diagnóstico de TAB sem transformá-lo em sentença, e construir uma maternidade possível — não perfeita.

E isso é processo. Não milagre.

Ela mesma já mencionou que uma das principais inspirações para começar aqui foi a Senhora do Trevo. Talvez porque viu ali coragem para falar sobre o que dói. Talvez porque viu alguém transformar vulnerabilidade em ponte.

Se esse texto chegar até a Senhora do Trevo, fica registrada a gratidão. 🍀

A Nat ainda está aprendendo.
Ainda oscila.
Ainda cai.

Mas continua tentando.

E às vezes, tentar de forma honesta é mais transformador do que parecer forte o tempo todo.

Vergonha


HOJE EU PRECISEI ENCARAR O QUE EU ESTAVA ESCONDENDO

Hoje eu precisei admitir algo que eu vinha tentando não ver.

Usei Ritalina de forma desregulada.
Bebi por ansiedade.
E senti uma vergonha profunda.

Vergonha de ser julgada.
Vergonha da minha psicóloga e da minha psiquiatra.
Vergonha do meu pai.
Mas, principalmente, vergonha de mim.

Eu sempre imaginei que, quando fosse mãe, seria forte o tempo todo. Que faria tudo certo. Que nada me abalaria. E hoje eu percebi que ainda sou uma mulher tentando regular um cérebro que vive em alerta desde a infância.

Eu me senti fraca.
Pensei que talvez quem já duvidou de mim pudesse estar certo.
Tive medo de ter prejudicado minha filha.
Tive medo de não ser suficiente.

Mas, no meio desse turbilhão, algo foi diferente desta vez: eu não fugi.

Eu não escondi de mim mesma.
Eu não neguei.
Eu decidi pedir ajuda.

Talvez ser forte não seja nunca cair.
Talvez seja admitir que caiu antes que a queda se torne maior.

Eu tenho medo de errar com a minha filha. Tenho medo de repetir padrões. Tenho medo de falhar comigo mesma. Mas também tenho consciência — e consciência é o começo da mudança.

Hoje eu escolhi não aumentar a dose.
Escolhi não fingir que nada estava acontecendo.
Escolhi escrever.
Escolhi pedir ajuda.

Ainda sinto vergonha.
Ainda sinto medo do julgamento.
Mas, apesar disso, eu quero mudar.

E querer mudar já é diferente de desistir.


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Obs.: este texto foi escrito por mim e revisado com apoio de uma IA para correções de português, coerência e harmonia textual.