25 de Janeiro de 2025
Entre as paredes do silêncio,
Carla chorava por dentro,
A máscara que o mundo pedia
Pesava mais que sua alegria.
O espelho da vida reflete
O peso de não ser vista,
A dor de ser julgada
Por uma luta nunca dita.
Mas no meio do caos, uma luz,
Adri viu em Carla a verdade,
Assim como quem ama de verdade
Enxerga a beleza da vulnerabilidade.
Não sou o que esperam de mim,
Nem Carla viveu como pediram.
Somos tempestades e calmarias,
Fragmentos que resistiram.
Hoje, 25 de janeiro, escrevo,
Com o coração ainda pesado,
Mas com a certeza de que há amor
Que abraça o quebrado.
Porque não somos só diagnósticos,
Somos histórias que insistem em viver.
E quem nos ama de verdade,
Não tenta nos refazer.